Eis mais um documento histórico dos putativos (ou será antes "patotivos?) reforços do "coro auris". As qualidades vocais não sobressaem muito, mas lá que ficavam bem escondidos num arrozinho, lá isso ficavam. Confesso que ainda estivemos tentados, só que foram salvos in extremis por outro trio... de patos esfomeados.
29 maio 2007
Isto é que é boa vida II
Como já vem sendo hábito, o Chorus Auris deixa sempre uma marca indelével por onde passa. Para não variar tal voltou a verificar-se nos Açores como o demonstram estes apanhados...
Isto é que é boa vida I
Como já vem sendo hábito, o Chorus Auris deixa sempre uma marca indelével por onde passa. Para não variar tal voltou a verificar-se nos Açores como o demonstram estes apanhados...
Perigos à espreita...
Até em locais aparentemente insuspeitos, o perigo espreita... Dada a profusão de animais ruminantes à solta (nem as criptomérias conseguem ser em maior número!) corre-se sempre o risco de pisar...a bosta. Esqueçam a igreja e prestem atenção ao personagem. Já não há respeito pelo verdadeiro artista!!!
28 maio 2007
DITADOS: Quando Mija um Português ...
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Lamentavelmente, como estávamos atrasados para irmos apanhar o avião, não nos foi possível fazer a paragens que aquelas fãs reclamavam, para darmos autógrafos do nosso último CD . Mas fica prometido que voltaremos em breve, para suprir essa falha.
( Foto: E.G. -tirado do interior do veículo)
27 maio 2007
Em Fátima com G. D' Amore e Mediterraneo, Profumo Latino ...


Conforme referia o calendário de actividades, estivemos esta tarde, em Fátima, onde, no nosso já conhecido Espaço Fatimae, participámos com o Tenor Italiano Giovanni D' Amore, num pequeno espectáculo de apresentação do seu CD intitulado Mediterraneo, Profumo Latino, ao qual se seguiu uma sessão de autógrafos.
( Fotos: Cartão promocional e E.G. )
Novos " Reforços " para os Baixos ...

A foto retrata o momento, em que 3 garbosos candidatos, da localidade de Furnas, prestavam provas de aptidão vocal. Pareceram-nos algo " grasnantes ", mas o F.M. dirá de sua justiça. Terá, pelo menos, valido a intenção ... ;-)
( Foto: E.G. )
26 maio 2007
CHORUS AURIS - Açores 2007 IX

Na foto, surge com a sua tia Lúcia, e com o seu primo, o candidato a Tenor M.J. .
Daqui enviamos um grande beijo à Inês, brilhante coralista , e excelente música.
( Foto: cedida pela L. V. )
Ortografia do dialecto Micaelense !!
CHORUS AURIS - Açores 2007 VIII

Assim, quando o cansaço dominava, sobretudo após a árdua tarefa que usualmente imperava nos magnânimes repastos que gentilmente nos foram cedidos, todas as pausas eram soberbamente aproveitadas.
24 maio 2007
23 maio 2007
CHORUS AURIS - Açores 2007 VII
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A foto do topo, retrata o Pai biológico deste Blog, Sr. Prof. R.M., em momento de intenso e significativo retiro espiritual, na Igreja do Senhor Santo Cristo.
A seguinte, do lado direito, mostra a Igreja de Lagoa.
A da esquerda, uma simpática personagem, que foi distinguida pelo pessoal do autocarro com o título de " Miss Fotogenia ". A bicha mereceu.. vejam só a pose e aquela carinha laroca... eheheh
A seguinte ilustra o ambiente descontraído que se viveu no passeio feito na manhã de 6ª feira.
A última, à esquerda exibe, numa criação do " Produtor " Marcos Brasil, o quarteto Maravilha: Ricardão, o secretário dos Tenores, o pai afectivo deste Blog E.G., o pai biológico R.M., e o assistente de realização J.S. ( tudo gente boa )
( Fotos E.G. )
CHORUS AURIS - Açores 2007 VI
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Poderíamos dizer que se tratou de um casamento feliz ... ;-)
( Foto: E.G. )
22 maio 2007
Chorus Auris no Coliseu Micaelense
A convite do tenor italiano Giovanni D’Amore, deslocou-se a Ponta Delgada o Chorus Auris, para integrar o elenco do espectáculo “Mediterraneo, Profumo Latino,” cuja estreia nacional ocorreu, no dia 18 de Maio, nesta emblemática sala de espectáculos da bela ilha açoriana de S.Miguel. Para assinalar o lançamento do seu 4º CD e integrando o programa cultural das famosas festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, Giovanni D’Amore apresentou-se no Coliseu Micaelense acompanhado por cerca de cem pessoas, entre músicos convidados, uma banda, uma orquestra e um coro, naquela que foi, sem dúvida, uma grande produção para um belíssimo espectáculo que teve a duração de três horas.
Nesta ousada jornada musical participaram, para além do grupo coral oureense, Rao Kyao, a orquestra Mare Nostrum, composta por jovens estudantes de música de Aveiro, Coimbra e Porto, uma banda de onde se podem destacar Gianluca Nanni (baterista) e Luciano Zadro (guitarrista), a soprano de origem austríaca Barbara Ullrich, os guitarristas Luís Ribeiro e Lelo Nogueira (músicos que acompanharam Amália Rodrigues), Carlos Jesus, guitarrista de Coimbra e Paulo Larguesa, em viola, Yanan (uma das duas únicas executantes europeias do instrumento tradicional chinês denominado “pipa”), a bailarina brasileira Karina e o tocador de serrote Osvaldo Roque, uma das promessas reveladas no programa televisivo «Aqui há talento». Todos estes elementos foram superiormente dirigidos pelo pianista e maestro italiano Stefanno Nanni que participou na produção dos últimos álbuns de Luciano Pavarotti.
A complexidade desta produção, nomeadamente no que respeita aos ensaios de conjunto, à montagem de todo o espectáculo e ao próprio local de exibição do mesmo, obrigou a que todos os participantes estivessem em Ponta Delgada no dia 16 do corrente, pelo que os 32 elementos que integraram a comitiva desta secção da AMBO deixaram Ourém pelas 16 horas, rumo ao aeroporto da Portela. O regresso ocorreu ao fim da tarde do dia 19.
Durante o tempo de permanência nos Açores há a realçar a forma excelente como o coro foi recebido, tanto no tocante ao alojamento e alimentação, como no tocante às relações interpessoais. Com efeito, e para além do plano artístico que decorreu num nível elevado, foi muito gratificante verificar que também no plano pessoal a recepção foi bastante calorosa, o que se tornou bem evidente sobretudo nos períodos das refeições em conjunto e dos ensaios, em que o convívio foi uma constante.
Por tudo isto pode afirmar-se que esta não foi apenas mais uma saída do Chorus Auris, face às particularidades de que se revestiu. Antes de mais por se tratar de uma das mais carismáticas salas de eventos culturais do país que comemorou, no passado dia 10 de Maio, noventa anos de existência com a exibição, única em Portugal, do espectáculo Mi soledad, do bailarino de flamenco Joaquin Cortés. Depois, pela grandiosidade e qualidade da produção de “Mediterraneo, Profumo Latino” que, pela diversidade de linguagens artísticas envolvidas, proporcionou aos elementos do Chorus Auris a criação de novas amizades com alguns músicos de grande craveira em termos europeus. Por último, mas nem por isso menos relevante, porque esta dispendiosa deslocação não teve qualquer custo para o orçamento da Academia de Música, pelo menos no que respeita às viagens e estadia do grupo.
Não será, portanto, exagero dizer-se que esta constituiu uma das melhores experiências de que o Chorus Auris, na sua já longa vida, teve oportunidade de desfrutar, o que poderá constituir um aliciante para aqueles que já integram o grupo mas, sobretudo, para os outros que, sendo apreciadores da música coral, não deverão protelar por mais tempo a sua entrada neste grupo. Sejam, pois, bem-vindos com a certeza de que outras experiências idênticas se adivinham no horizonte, ainda que a médio ou longo prazo.
Nesta ousada jornada musical participaram, para além do grupo coral oureense, Rao Kyao, a orquestra Mare Nostrum, composta por jovens estudantes de música de Aveiro, Coimbra e Porto, uma banda de onde se podem destacar Gianluca Nanni (baterista) e Luciano Zadro (guitarrista), a soprano de origem austríaca Barbara Ullrich, os guitarristas Luís Ribeiro e Lelo Nogueira (músicos que acompanharam Amália Rodrigues), Carlos Jesus, guitarrista de Coimbra e Paulo Larguesa, em viola, Yanan (uma das duas únicas executantes europeias do instrumento tradicional chinês denominado “pipa”), a bailarina brasileira Karina e o tocador de serrote Osvaldo Roque, uma das promessas reveladas no programa televisivo «Aqui há talento». Todos estes elementos foram superiormente dirigidos pelo pianista e maestro italiano Stefanno Nanni que participou na produção dos últimos álbuns de Luciano Pavarotti.
A complexidade desta produção, nomeadamente no que respeita aos ensaios de conjunto, à montagem de todo o espectáculo e ao próprio local de exibição do mesmo, obrigou a que todos os participantes estivessem em Ponta Delgada no dia 16 do corrente, pelo que os 32 elementos que integraram a comitiva desta secção da AMBO deixaram Ourém pelas 16 horas, rumo ao aeroporto da Portela. O regresso ocorreu ao fim da tarde do dia 19.
Durante o tempo de permanência nos Açores há a realçar a forma excelente como o coro foi recebido, tanto no tocante ao alojamento e alimentação, como no tocante às relações interpessoais. Com efeito, e para além do plano artístico que decorreu num nível elevado, foi muito gratificante verificar que também no plano pessoal a recepção foi bastante calorosa, o que se tornou bem evidente sobretudo nos períodos das refeições em conjunto e dos ensaios, em que o convívio foi uma constante.
Por tudo isto pode afirmar-se que esta não foi apenas mais uma saída do Chorus Auris, face às particularidades de que se revestiu. Antes de mais por se tratar de uma das mais carismáticas salas de eventos culturais do país que comemorou, no passado dia 10 de Maio, noventa anos de existência com a exibição, única em Portugal, do espectáculo Mi soledad, do bailarino de flamenco Joaquin Cortés. Depois, pela grandiosidade e qualidade da produção de “Mediterraneo, Profumo Latino” que, pela diversidade de linguagens artísticas envolvidas, proporcionou aos elementos do Chorus Auris a criação de novas amizades com alguns músicos de grande craveira em termos europeus. Por último, mas nem por isso menos relevante, porque esta dispendiosa deslocação não teve qualquer custo para o orçamento da Academia de Música, pelo menos no que respeita às viagens e estadia do grupo.
Não será, portanto, exagero dizer-se que esta constituiu uma das melhores experiências de que o Chorus Auris, na sua já longa vida, teve oportunidade de desfrutar, o que poderá constituir um aliciante para aqueles que já integram o grupo mas, sobretudo, para os outros que, sendo apreciadores da música coral, não deverão protelar por mais tempo a sua entrada neste grupo. Sejam, pois, bem-vindos com a certeza de que outras experiências idênticas se adivinham no horizonte, ainda que a médio ou longo prazo.
CHORUS AURIS - Açores 2007 V
O sorriso aberto que exibem, e o brinde que se seguiu ao encher do copo pelo " verdadeiro artista ", demonstram, certamente, o prazer sentido com o trabalho desenvolvido.
( Fotos: E.G )
CHORUS AURIS - Açores 2007 - IV
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Para se chegar ao nível exigido pelo produtor do grandioso espectáculo, em que tivemos a honra de participar, na lindíssma sala do Coliseu Micaelense, que a primeira foto retrata, numa perspectiva habitualmete desconhecida do público ( do palco para a plateia ), houve que trabalhar afincadamente, a par com profissionais de elevada craveira, como o conhecido Rao Kyao, que a segunda foto exibe, tocando com maestria as suas flautas de bambú.
Ainda uma especial referência, para a graciosa bailarina Karina, que nos brindou com a sua arte e simpatia.
( Fotos: E.G./A.S. )
20 maio 2007
CHORUS AURIS - Açores 2007 - II
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As maravilhas da Natureza, em contraponto com a beleza nascida da imaginação humana. Local: Furnas, Açores. Aquilo que, à primeira vista, pareceria uma casa invertida, fruto de um qualquer cataclismo de natureza quiçá sísmica, não passa de um Posto de Transformação da EDP lá do sítio, que tão bem saíu do estirador de um inspirado arquitecto. Uma sugestão para os continentais, para se obviar aos mamarrachos dos PT's que por aí pululam.
( Foto: E.G. )
CHORUS AURIS - Açores 2007 - I

Ora então, vamos lá a desfazer as dúvidas sobre os termos GRUTA e GROTA, os quais, de forma tão marcada, perturbaram a mente dos coralistas nesta viagem, porquanto o exacto significado do segundo vocábulo era, desconhecido da maioria de todos nós, o que se prestou a variados palpites, às mais diversas interpretações, algumas delas algo libidinosas ... ehehehe.
Segundo o Dicionário de Português da Porto Editora temos:
GRUTA: Caverna natural ou artificial; antro; cova; concavidade; subterrâneo; grimpa em forma de caramanchão; ( Lat. grupta por crypta, do gr. )
GROTA: Abertura por onde a água das cheias invade os campos marginais ( Bras.) terreno inclinado na intercepção de montanhas ( Lat. crupta por crypta do gr. ).
Desfeitas as dúvidas que tínhamos, ( e se as tínhamos era porque não nos chamávamos Aníbal ), e reposta que foi a normalidade democrática, esperamos que se encontrem, agora, mais sossegados os espíritos dos nossos amigos e colegas coralistas ....
Segundo o Dicionário de Português da Porto Editora temos:
GRUTA: Caverna natural ou artificial; antro; cova; concavidade; subterrâneo; grimpa em forma de caramanchão; ( Lat. grupta por crypta, do gr. )
GROTA: Abertura por onde a água das cheias invade os campos marginais ( Bras.) terreno inclinado na intercepção de montanhas ( Lat. crupta por crypta do gr. ).
Desfeitas as dúvidas que tínhamos, ( e se as tínhamos era porque não nos chamávamos Aníbal ), e reposta que foi a normalidade democrática, esperamos que se encontrem, agora, mais sossegados os espíritos dos nossos amigos e colegas coralistas ....
19 maio 2007
CHORUS AURIS - Açores 2007
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Conforme estava anunciado, o Chorus Auris esteve nos Açores ( S. Miguel/Ponta Delgada ), onde, a convite do Tenor Giovanni D' Amore, participou ontem, sexta feira, num grandioso espectáculo, que teve lugar no Coliseu Micaelense, o qual contou ainda, com a presença de diversos outros convidados, amadores e profissionais, deste dinâmico Tenor Italiano.
Esta deslocação teve a particularidade de ocorrer numa altura em que se comemoram as Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, festa de grande devoção e tradição para os Açoreanos.
Ao longo dos próximos dias, iremos dando, neste espaço, algumas notícias da deslocação, e publicando, também, fotos tiradas durante os dias que permanecemos em tão bela Região.
Ao longo dos próximos dias, iremos dando, neste espaço, algumas notícias da deslocação, e publicando, também, fotos tiradas durante os dias que permanecemos em tão bela Região.
Nota: Foi há pouco registado o visitante nº 4000 deste Blog . Parabéns !
( Fotos: E. G )
12 maio 2007
THAT'S AMORE - Ao Trabalho ...
Com a voz e imagem do próprio Dean Martin, a música que estamos a ensaiar para acompanharmos Giovanni D' Amore. Vamos ao trabalho. Agarrem na partitura e façam como num " Karaoke ".
06 maio 2007
A Todas as Mães ...

SAUDADE
Há momentos em que não posso
Em que não sou
Macera-me o corpo
A inacção por te não ter
Por não te ouvir
Por não te ver
Ainda agora – posso jurar!
Aqui estavas
Mãos nas minhas
E promessas
E desejos
E coragem
Sonhos
Vontade
Futuro
Em tudo existias
Agora mesmo
Ou já foi ontem, mãe?
Não era tua a voz
Que me trouxe do sono?
Que me alentou?
Quem me chamou então?
( Com e devida vénia a Pedro Namora )
05 maio 2007
Chorus Auris cantou no C.C. Dolce Vita III ...
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Nem só de cantorias se construíu a nossa passagem pelo C.C. Dolce Vita em Coimbra. Como as imagens bem documentam, passámos também pela vertente " monta-cargas ", e, finalmente, pela gastronómica, através de uma bela ceia, que nos foi oferecida, ali mesmo, no " Sr. Frango da Guia " ( passe a publicidade ), na qual deglutimos uns saborosos " pintainhos ". Sim, porque a noite já ia longa, e isto de cantar e ouvir cantar, dá cá um apetite ...!
( Fotos: AS; EG )
03 maio 2007
Sugestão ...

Música :
JORGE SALGUEIRO E KARL JENKINS
CORAL SINFÓNICO DE PORTUGAL
Domingo - 6 de Maio - 21h30 - Cine-Teatro Vírgínia em Torres Novas -
JORGE SALGUEIRO - Abertura para uma nova rainha KARL JENKINS. O homem armado, uma missa pela paz ESTREIA NACIONAL Este concerto tem início com a Abertura para uma Nova Rainha (1992) de Jorge Salgueiro (Palmela, 1969), autor de inúmeras obras musicais, e actualmente o compositor residente da Banda da Armada e do grupo de Teatro O Bando. A obra O Homem Armado, Uma Missa pela Paz, do músico e compositor Britânico Karl Jenkins (1944), é uma estreia em Portugal. Encomendada pela Armaria Real para celebrar o novo milénio, foi apresentada no Royal Albert Hall em Londres, em Abril do ano 2000. Tendo como inspiração várias fontes culturais e históricas, esta obra musical reflecte sobre as guerras e a destruição do passado século e sobre a importância de encarar com esperança e compromisso a paz no novo milénio.
( Extracto do programa do Cine-Teatro Virgínia )
02 maio 2007
1º de Maio ...
Maiakovski
Poeta russo "suicidado" após a revolução de Lenin… escreveu, ainda no início do século XX :
Poeta russo "suicidado" após a revolução de Lenin… escreveu, ainda no início do século XX :
Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
já não podemos dizer nada.
Depois de Maiakovski…
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários .
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados.
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Bertold Brecht (1898-1956)
Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista,
Como não sou comunista,
não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar...
Martin Niemöller, 1933 - símbolo da resistência aos nazistas.
Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho...
Cláudio Humberto, em 09 FEV 2007
O que os outros disseram, foi depois de ler Maiakovski.Incrível é que, após mais de cem anos, ainda nos encontremos tão desamparados, inertes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio : porque a palavra, há muito se tornou inútil…
- até quando?...
01 maio 2007
Saudades nossas ...
Lá de longe, na sua Venezuela natal, mandou " paletes " de abraços, para todos os colegas coralistas do Chorus Auris, e pediu-me que lhes dissesse que tem muitas saudades de Portugal, e do Coro em particular.
Aqui fica satisfeito o pedido do amigo Javier, o que repetirei, de viva voz, no próximo ensaio.
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